A Choquei e a morte da Jéssica.

A página Choquei é uma conta popular nas redes sociais, Instagram e Twitter, criada pelo brasileiro Raphael Sousa Oliveira em 2014. Inicialmente especializada em notícias de entretenimento e fofocas, a conta se tornou notória ao cobrir notícias do mundo real a partir de 2022.

No entanto, a página foi criticada pela divulgação de informações sem fontes e fake news. Além disso, a página Choquei tem sido acusada de replicar conteúdos sem checagem. Isso pode ser problemático do ponto de vista jurídico, pois a disseminação de informações falsas ou enganosas pode levar a responsabilidades legais.

Além disso, a página Choquei frequentemente não atribui créditos às suas fontes, o que pode ser considerado uma violação dos direitos autorais. No entanto, é importante notar que a análise jurídica de tais questões pode variar dependendo das leis específicas de cada país e da interpretação dessas leis pelos tribunais.

O caso da Jéssica envolveu a página Choquei de uma maneira bastante controversa. Jéssica Vitória, uma jovem de 22 anos que lutava contra a depressão, faleceu após uma onda de ataques pessoais. Acredita-se que esses ataques foram desencadeados após a página Choquei ter debochado de Jéssica dias antes de sua morte.

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, se pronunciaram em defesa da regulação das redes sociais após a morte de Jéssica. Eles atribuíram a morte de Jéssica à “irresponsabilidade” de perfis que lucram com a misoginia e a disseminação de mentiras.

A advogada que estava defendendo a página Choquei no caso abandonou a defesa. Ela afirmou claramente que não atuaria nesse caso.

Alguns Aspectos.

– A liberdade de expressão e o direito à informação, garantidos pela Constituição Federal, que permitem a existência de sites de humor e sátira, desde que não violem outros direitos fundamentais, como a honra, a imagem e a privacidade das pessoas.
– O princípio da veracidade, que obriga os meios de comunicação a divulgar informações verdadeiras e de interesse público, evitando a propagação de notícias falsas ou enganosas, que podem causar danos morais ou materiais aos indivíduos ou à coletividade.
– A responsabilidade civil, que impõe aos autores e aos provedores de conteúdo na internet o dever de reparar os prejuízos causados por suas publicações, quando comprovada a culpa ou o dolo, ou seja, a intenção ou a negligência em causar o dano.
– A responsabilidade penal, que prevê sanções como multa e prisão para os crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria), contra a paz pública (incitação ao crime, apologia ao crime ou ao criminoso e associação criminosa) e contra a segurança nacional (propaganda de guerra, subversão da ordem política ou social e atentado contra a soberania nacional), entre outros.

Diante desses aspectos, pode-se concluir que a página choquei não está isenta de responder judicialmente por suas publicações, caso elas ofendam os direitos de terceiros ou da sociedade. Por isso, é recomendável que o site adote algumas medidas preventivas, como:

– Não utilizar nomes, imagens ou dados reais de pessoas, ou instituições sem autorização prévia.
– Não divulgar informações que possam incitar à violência, ao ódio ou à discriminação.
– Não divulgar informações que possam comprometer a segurança nacional ou a ordem pública.
– Respeitar os limites do bom senso e do bom gosto na elaboração das piadas e das sátiras.
– Retirar do ar ou corrigir as publicações que forem alvo de reclamações ou denúncias.
– Colaborar com as autoridades competentes em caso de investigação ou processo judicial.

Responsabilidade ética nas redes sociais.

As redes sociais são ferramentas poderosas de comunicação, informação e entretenimento, mas também trazem consigo uma série de desafios éticos. Como usuários dessas plataformas, temos o dever de agir com responsabilidade, respeito e honestidade, evitando disseminar conteúdos falsos, ofensivos ou prejudiciais.

Vamos discutir alguns princípios básicos de responsabilidade ética nas redes sociais, que podem nos ajudar a usar esses espaços de forma positiva e construtiva.

– Verifique a veracidade das informações antes de compartilhar. Muitas vezes, recebemos ou encontramos notícias, imagens ou vídeos que nos chamam a atenção, mas que podem não ser verdadeiros ou confiáveis. Antes de repassar esses conteúdos, é importante verificar a fonte, a data e a credibilidade da informação, buscando outras fontes confiáveis que a confirmem ou desmintam. Assim, evitamos contribuir para a propagação de fake news, boatos ou desinformação, que podem gerar pânico, confusão ou prejuízos para pessoas ou instituições.

– Respeite a privacidade alheia. As redes sociais permitem que compartilhemos aspectos da nossa vida pessoal ou profissional com outras pessoas, mas isso não significa que devemos expor tudo o que fazemos ou pensamos. Também devemos respeitar a privacidade dos outros, não divulgando informações pessoais, fotos ou vídeos sem o consentimento dos envolvidos. Lembre-se de que o que é publicado na internet pode ficar registrado para sempre, e pode ter consequências negativas para a reputação, a segurança ou o bem-estar das pessoas.

– Seja educado e cordial. As redes sociais são espaços de interação e diálogo, onde podemos expressar nossas opiniões, ideias e sentimentos. No entanto, isso não nos dá o direito de ofender, insultar ou agredir quem pensa diferente de nós. Devemos ser educados e cordiais nas nossas comunicações, respeitando a diversidade de pontos de vista e evitando discursos de ódio, violência ou discriminação. Se discordamos de alguém, podemos argumentar com civilidade e fundamentos, sem recorrer a ataques pessoais ou desqualificações.

– Reconheça seus erros e peça desculpas. Ninguém é perfeito, e todos podemos cometer erros nas redes sociais. Podemos compartilhar uma informação errada, ofender alguém sem querer ou fazer um comentário inadequado. Quando isso acontece, o melhor é reconhecer o erro e pedir desculpas sinceras, corrigindo a informação equivocada ou retirando o conteúdo ofensivo. Assim, demonstramos humildade e responsabilidade pelos nossos atos, e evitamos conflitos maiores ou danos à nossa imagem.

Esses são alguns dos princípios que devemos seguir para ter uma conduta ética nas redes sociais. Lembre-se de que as redes sociais são uma extensão da nossa realidade, e que devemos agir nelas com os mesmos valores e princípios que regem as nossas relações sociais no dia a dia. Dessa forma, contribuímos para criar um ambiente digital mais saudável, seguro e democrático para todos.

Como a mentira em redes sociais pode causar a morte. E como podemos evitar?

As redes sociais são uma ferramenta poderosa de comunicação, informação e entretenimento. Mas também podem ser usadas para espalhar mentiras, boatos e desinformação, que podem ter consequências graves para a saúde, a segurança e a democracia. Neste post, vamos ver alguns exemplos de como a mentira em redes sociais pode causar a morte, e como podemos evitar cair em armadilhas e compartilhar conteúdos falsos.

Um exemplo trágico de como a mentira em redes sociais pode causar a morte é o caso da pandemia de covid-19. Muitas pessoas foram enganadas por notícias falsas, vídeos manipulados e teorias da conspiração que negavam a gravidade da doença, desencorajavam o uso de máscaras e vacinas, ou promoviam tratamentos ineficazes, ou perigosos. Essas pessoas colocaram em risco a própria vida e a de outras, contribuindo para a disseminação do vírus e o colapso do sistema de saúde. Segundo um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, cerca de 30% das mortes por covid-19 no país poderiam ter sido evitadas se as pessoas tivessem seguido as orientações científicas e não as mentiras das redes sociais.

Outro exemplo de como a mentira em redes sociais pode causar a morte é o caso das fake news políticas. Muitas vezes, essas notícias têm o objetivo de incitar o ódio, a violência e o extremismo, criando divisões e conflitos na sociedade. Um caso emblemático foi o do ataque ao Capitólio dos Estados Unidos, em janeiro de 2021, quando uma multidão de apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiu o prédio do Congresso, motivada por mentiras sobre uma suposta fraude eleitoral. O ataque resultou em cinco mortes e dezenas de feridos, além de uma crise institucional.

Como podemos evitar ser vítimas ou cúmplices da mentira em redes sociais? Existem algumas dicas simples que podem nos ajudar a identificar e combater os conteúdos falsos:

– Verifique a fonte. Antes de confiar em uma informação, procure saber quem é o autor, qual é sua credibilidade e qual é sua intenção. Desconfie de fontes desconhecidas, anônimas ou tendenciosas.
– Verifique os fatos. Antes de compartilhar uma informação, procure confirmá-la em outras fontes confiáveis, como veículos de imprensa profissionais, instituições oficiais ou agências de checagem. Desconfie de informações que parecem absurdas, alarmistas ou contraditórias.
– Verifique as imagens. Antes de acreditar em uma imagem, procure saber se ela é autêntica, se foi tirada no contexto correto e se não foi alterada ou editada. Desconfie de imagens que parecem falsas, sensacionalistas ou manipuladas.
– Verifique sua emoção. Antes de reagir a uma informação, procure analisar se ela está provocando uma emoção forte em você, como raiva, medo ou indignação. Desconfie de informações que tentam explorar seus sentimentos ou preconceitos.
– Verifique sua responsabilidade. Antes de divulgar uma informação, procure pensar nas consequências que ela pode ter para você e para os outros. Lembre-se que você pode ser responsabilizado por espalhar mentiras ou calúnias.

 

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